Um novo estudo da Universidade do Oregon revela uma forte correlação entre a humidade "absoluta"e sobrevivência e transmissão do vírus da gripe. Quando a humidade absoluta é baixa (como entre Janeiro e Fevereiro nas regiões temperadas) o vírus parece sobreviver durante mais tempo e a taxa de transmissão cresce.
Há muito que os investigadores suspeitam da relação entre a humidade e a transmissão e prevalência da gripe. Contudo, todos se concentravam nas leituras da humidade "relativa", esclarece Jeffrey Shaman, da Oregon State University, um dos autores do estudo agora publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
A humidade relativa é a relação entre a quantidade de vapor de água existente na atmosfera, a uma determinada temperatura e aquela para a qual o ar ficaria saturado a essa mesma temperatura. Por seu turno, chama-se humidade absoluta ao peso em gramas do vapor de água contido num metro cúbico de ar, independentemente da temperatura.
Utilizando séries de dados de anos anteriores, Shaman e um colega substituíram a variável da humidade "relativa" pela da humidade "absoluta" e ficaram surpreendidos com os resultados: enquanto a humidade relativa se correlacionava com 36% da taxa de sobrevivência dos vírus, já a humidade absoluta "explicava" 90% da sua sobrevivência. As taxas de transmissão também eram melhor explicadas pela mudança das variáveis: 50% contra 38% se se usasse humidade relativa.
"As fortes correlações foram uma total surpresa", diz Shaman. "Quando a humidade absoluta á baixa , a sobrevivência do vírus prolonga-se e as suas taxas de transmissão aumentam, potenciando surtos de gripe", conclui.
Razão tinham as nossas avós em manter uma chaleira com água a ferver durante o Inverno.
Fonte: Gripenet - Newsletter N.15
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
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